Tarefa do dia: Redação.
Tem palavra mais chata aos ouvidos do que essa???
Parece que eu sempre tenho que escrever o que fiz nas férias... jhela total! rs
Mas enfim, para ganhar pontinhos a gente faz de tudo, não é?
Vamos ao tema da semana: Profissão. Coisa bonita!
É, já teve vícios, cinematografia e agora vem a profissão.
Pelo menos pra mim, assim, como substantivo a palavra é até meio feia, concordam? Mas vamos enxergar além (nossa, essa frase não combina comigo.)
Vou parafrasear Chorão, o Grande, que diz: "Se é para falar de algo bom, eu sempre vou me lembrar de vc... tchururu", e vamos falar daquilo que sei, ué!
Por definição, profissão é o ato de professar. Tá, parece óbvio. Eu sei. Mas vai além.
Professar, por sua vez, é reconhecer publicamente, abraçar, adotar uma atividade ou ocupação com a qual se pode tirar meios de subsistência (tipo apresentar o namorado para a família, sem a parte da subsistência).
Na prática, poucos acabam escolhendo sua profissão levando em conta os desejos e vontades (que sorte a nossa, hã?). Tantas vezes, por comodismo ou conveniência, adotam um trabalho que nada tem a ver com o que se gosta e quantos, já no fim da vida se queixam por terem gastado tanto tempo dessa forma.
Quando vêem alguém extremamente bem sucedido e feliz (aêêêêêê) com aquilo que escolheu para si, a dúvida sobre as escolhas e recompensas são inevitáveis e comaçam a repensar tuuuuudo...(crise existencial, sabe? haha)
Mas me diz, por que é tão difícil para alguns escolher? Por que acabam dizendo que a vida escolheu por eles?
Os jovens se queixam de muitas possibilidades, os mais velhos de falta de opção. Fato é que, para se adotar um ofício pelo gosto em executá-lo, contrariamos o dicionário e há que se ter coragem para tal.
E por que tanta baboseira melosa????
Gente, ao analisar o jornalismo, se considerarmos o grande Aurélio, a descrição da função não chega nem perto do que somos. Dizer apenas que é a função do jornalista passa longe da realidade. (Acho que vou mandar uma sugestão para a próxima edição dos dicionários, totalmente baseada no que eu penso. Que medo.)
O jornalista (o de verdade, pelo menos) é mais do que uma pessoa que dirge ou redige um jornal (imagine todo mundo se achando O editor!!!), tampouco o que apenas colabora com ele. O jornalista de alma, com dom para a coisa, aquele que nasceu para isso, é o que sabe de si, que se conhece, que se reconhece e não poderia fazer nada além disso.
A vontade de realizar, de conhecer, de divulgar, de se fazer notável é latente (que palavra bonita, não?) e mesmo sem perceber, professa isso o tempo todo.
Não se trata de prometer, jurar, fazer votos. É algo que não se controla, é natural, é instintivo. E da mesma forma, o verdadeiro jornalista sabe que seu trabalho não tem glamour, não é Hollywood, não é reality show, é reality life. Não é cômodo e nem pacato. Não tem hora para começar, muito menos para acabar. Aliás, não acaba nunca! E por isso, talvez, principalmente por isso, não consegue deixar de fazê-lo.
Jornalismo é mais que uma profissão. Não é um simples ganha pão. (Isso me pareceu verso do Zeca Baleiro).
Jornalismo é um estado de espírito. É desejar o novo e sempre mais. É saber que quanto mais se estuda, menos se sabe. Que quanto menos se sabe, mais se pode aprender e não se contentar, jamais! O tudo ainda é muito pouco. (Vamos dominar o mundo!!! haha)
O jornalismo é então a profissão da insatisfação. O jornalista sempre arranja um tempo, sempre tem um espaço, sempre vê uma folha em branco e ainda o verso, quer corrigir, quer revisar, quer fazer melhor.
Estamos afinal, na profissão do começo, do recomeço, e do nunca. Nunca parar, nunca deixar.
Somos aqueles que não vão sobreviver. E sim, somente viver.
Besitos,
Jacyara Rocha.


Olha só!
ResponderExcluirTema legal esse! Vamos as considerações...
Eu poderia dizer que vivo esse drama, afinal, eu sou músico...
Digo isso de peito aberto! EEEEUUUU SOOOOUUUU MUUUSSSSIIIICCCOOOO!!
Ai você pergunta! WOW QUE LEGAL! Você vive de música?!
E eu digo: ... NÃO!
=S!
Esquisito, eu sei, mas é como foi dito pela excelentíssima JACYARA CAÇA-PEPSI ELOYA!
Fui criado para pensar que música, jornalismo e futebol não é profissão. Pode ser um hobby, meio de tortura ou ferramentas para ganhar uma transa no domingão! Mas profissão NUNCA!
Isso é ABSURDAMENTE ridículo, vivemos numa sociedade tão covarde! Elas nos descriminam só porque optamos correr atrás das loucuras da intuição e do instinto!
É tão difícil assim correr atrás de algo tão louco e provavelmente custoso, sofrível, penoso, angustiante, sacrificante e doloroso?!
Como esse povo é pessimista!
São profissões difíceis de galgar, CLARO! (Eu que o diga!)
Eu como músico sei que o que é dormir 2 horas por noite de quarta até sábado!
Todo jornalista que se preze também vai descobrir como é ficar mais em campo caçando matéria do que com a família no Domingão!
Ou com a(o) namorada(o) debaixo das cobertas!
Sem falar da breja de sexta que a gente perde!!
(ups, esse blog é de universitário, então... esquece esse)!
Enfim, é como a Jacy disse mesmo, abraçar seus maiores desdejos e ter coragem de correr atrás é pra poucos!
Mas isso é bom, porque pra quem consegue, o emprego é vitalício!!
Sejam jornalistas, músicos, esportistas, atores, prostitutas ou qualquer outra profissão que minha mãe diz que num é pra mim! Vocês estão de parabéns!
SOMENTE VIVER (by Jacy) é só pra quem pode xD!
Um forte AbraçO!